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Dica do Papo : 'Halloween: A Noite do Terror' | 1978

Por Eduardo Machado @históriadecinema

Esse é daqueles filmes que, se você ainda não assistiu, deve entregar, imediatamente, a sua carteirinha de cinéfilo. A despeito de ter sido lançado 4 anos depois de “O Massacre da Serra Elétrica”, foi “Halloween” quem popularizou o gênero “slasher”. Foi o grande sucesso de “Halloween” que motivou a indústria a repetir, principalmente nos anos 80 e 90, a fórmula do filme de Mike Myers.

Diante de tudo isso, não preciso aqui gastar muitas linhas falando sobre o enredo do filme, certo? Mesmo que não tenha assistido, o que eu não quero crer, você deve saber que Mike Myers, fugindo da prisão, pratica uma matança no dia do Halloween. Não preciso e nem devo escrever muito mais, porque, sobretudo se você não assistiu, deve fazê-lo sem preconceitos e mergulhar na experiência. Pois “Halloween” se torna mais assustador na medida em que coloca o espectador dentro da cena, no que a trilha sonora, uma das mais icônicas da história e composta pelo próprio diretor John Carpenter, é fundamental.

E foi mesmo John Carpenter o grande responsável pelo sucesso do filme, não só pela trilha sonora. Eu diria que, a grosso modo, criar violência visual na tela de cinema é fácil, difícil é fazer bem feito e Carpenter foi extremamente habilidoso em suas composições. “Halloween” é dono, por exemplo, de planos sequência, com câmera na mão, que estão entre os mais memoráveis já feitos.

Carpenter, em sua obra-prima, ainda acerta na (des)caracterização de seu monstro, que não precisa de motivação para matar. Ele é como um espectro, a total ausência de personalidade. Não fala, não corre, apenas caminha com passos firmes e mata pessoas comuns, reais, em uma cidade ordinária.

Escolhendo transitar entre a perspectiva de vítima e assassino, Carpenter catapulta o espectador para a cena e é quase perfeito, quando o assunto é assustar. Se você passou ileso da experiência e não sentiu nada, bem, acho melhor as pessoas começarem a ter medo de você. 





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