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PiTacO do PapO - 'Frankie' | 2019

NOTA 6.5

Des-amor 

Por Rogério Machado

Existem dois motivos que me levaram - dentre tantos filmes oferecidos no menu do Festival do Rio esse ano - a escolher 'Frankie', uma espécie de comédia dramática peculiarmente melancólica: a direção do americano Ira Sachs (dos competentes 'O Amor é Estranho' - 2015 e 'Melhores Amigos' - 2017) e claro, o nome (que vive em neon na minha mente) da atriz francesa Isabelle Huppert. O longa é mais um dos destaques do evento esse ano. 


Na trama a arte imita a vida... pelo menos em parte: Frankie (Isabelle Huppert) é uma famosa atriz francesa. Quando descobre estar gravemente doente e com perspectiva de morrer dentro de poucos meses, ela se refugia em Sintra, Portugal, onde pretende passar os seus últimos dias, ao lado dos familiares, que aos poucos vão descobrindo o que está por vir. 

A viagem se configura como  uma espécie de despedida. O tom do filme, no entanto, escapa tanto do fúnebre quanto do otimismo, ele é marcado pela naturalidade e fluidez de cena, contradizendo o espectro da morte que é iminente à história. Mas não para por aí. O grande problema aqui é não desenvolver as subtramas por completo.  A sensação do inacabado e preguiçoso vão tomando conta à medida que nos damos conta que essa não é a proposta que Sacks tem para o expectador. Ele introduz os dramas de cada um, (que giram em torno de términos, separação e falta de amor) mas não evolui em nenhum deles.

Falado quase que todo em inglês, 'Frankie', além de Huppet, tem outros nomes do cinema americano, como Marisa Tomei e Greg Kinear. Um dos queridinhos do cinema francês, Jeremie Renier, também é mais um nome na produção, todos subaproveitados e mal dispostos na trama central. Se a atração pelo elenco falar mais alto do que o desenrolar de uma trama,  eu até recomendaria o longa, caso contrário, creio não ser válida a espiada. 


Vale Ver Mas Nem Tanto!  




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