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PiTacO do PapO - 'A Dama e o Vagabundo' | 2019

NOTA 9.0 

Um conto-de-fadas pra cachorreiro algum botar defeito

Por Karina Massud @cinemassud


A natureza é sábia e perfeita, ops, quase perfeita! Seria se cachorros falassem! Falha essa sanada pelo menos em “A Dama e O Vagabundo”, remake live-action do  novíssimo serviço de streaming Disney +, que ainda não tem  previsão de chegada no Brasil.

A narrativa segue a da animação de 1955, assim como o roteiro e os personagens, só que agora temos cachorros de verdade. Cachorrinhos de vários tipos muitíssimo bem treinados e o melhor de tudo, adotados de abrigos/ONGS onde moravam depois de  resgatados em condições diversas (e sabemos que são sempre muito tristes,  de maus tratos e abandono).


Dama é uma cadelinha da raça cavalier que vive feito princesa junto de seus donos, o casal Querido e Querida. Ela tem mimos, comidinha, petiscos, carinho e também amigos de quatro patas na vizinhança. Um dia Querida tem um bebê e Dama se sente deixada de lado, e pra piorar o casal viaja e deixa a horrenda tia e seus dois gatos siameses tomando conta de tudo. Dama foge e conhece Vagabundo, um vira-lata que a ensina a se virar feito cão de rua e entre aventuras e momentos fofos eles se apaixonam. Mas a carrocinha não desiste e ambos vão parar no canil municipal.

Não podia faltar a cena clássica do jantar romântico à luz de velas e spaguetti  ao som de Bella Notte. Uma das cenas mais lindas e românticas da história do cinema, que torna real o amor entre enamorados de classes sociais diferentes – a menina rica mimada e o andarilho jogado na rua - tudo conforme a cartilha dos contos de fadas. É o mundo canino refletindo o humano.

A dublagem é maravilhosa, como já virou hábito há muitos anos as vozes são de astros de Hollywood (Justin Theroux, Tessa Thompson, Sam Elliott, Janelle Monáe entre outros)  e os efeitos especiais que fazem a boca dos doguinhos se movimentar são perfeitos, muito vivos - tanto que os peludos tem atuações bem melhores que os humanos da trama. Okay, a dramaticidade no olhar é diferente (na animação os cães tem olhar humano) porém não menos tocante. Afinal de contas, quem resiste ao olharzinho pidão de um cachorro?! 

A carga emocional é grande para quem tem filhos de quatro patas e/ou ama e protege os animais. A trilha sonora padrão Disney nos embala no clima de romance e drama e faz brotar lágrimas dos olhos da plateia, assim como as imagens lindas, numa ótima reconstituição de época com casas, figurinos vitorianos e neve caindo.

Depois da decepção que foi o live-action de “Dumbo”, (não necessariamente um filme ruim mas que deixou a desejar frente à animação e à expectativa altíssima), é com muita alegria que vejo esse belo acerto da Disney. A história, apesar de comum, não envelhece e continua doce e fascinante – um clássico - e é por causa dela que tramas com animais se popularizaram e atualmente continuam em alta como nunca.  Nada mais apropriado em tempos de conscientização contra os maus tratos e abandono, e pelos direitos dos animais.

“A Dama e O Vagabundo é o live-action mais perfeito e gostoso que já vi, sem mais nem menos, ele tem tudo na medida pra agradar famílias, crianças e até os que torcem o nariz para remakes.


Super Vale Ver !


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