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PiTacO do PapO - 'Lady Bird - A Hora de Voar' | 2018

NOTA 9.0

Por Rogério Machado


O primeiro amor, a primeira transa,  a primeira decepção, a primeira grande amiga, a primeira vez chapada: 'Lady Bird - A Hora de Voar', que estreia essa semana no Brasil, depois de ser ovacionado em diversos festivais, aclamado pela crítica e arrebatado o público, também se saiu bem nas indicações ao Oscar 2018 - um total de 5, incluindo os mais importantes ,como melhor filme, atriz e direção. O filme de Greta Gerwig é doce, simples,  uma história que quase que se apresenta de modo orgânico ao espectador, talvez por isso a produção tenha agradado tanto. 



Nessa comédia com nuances bem dramáticas, a irlandesa Saoirse Ronan é Christine McPherson, uma garota de 17 anos que  está no último ano do ensino médio e o que mais deseja é ir fazer uma faculdade bem longe de Sacramento, Califórnia, uma ideia firmemente rejeitada por sua mãe, Marion, (Laurie Metcalf). Lady Bird, como a garota de forte personalidade exige ser chamada, não se dá por vencida e leva o plano de ir embora adiante mesmo assim, sem que sua mãe saiba que ela se candidatou para outras faculdades país afora. Enquanto sua hora não chega, no entanto, ela se divide entre as obrigações estudantis no colégio católico, o primeiro namoro, típicos rituais de passagem para a vida adulta e inúmeros desentendimentos com sua progenitora.

Greta Gerwig tem uma espécie de toque de midas, seja em que frente ataque: atriz, direção, roteiro e produção - grande parte dos projetos em que ela se envolve, cai no gosto da crítica - o chamado 'boom' na carreira veio com o elogiado 'Frances Ha' (2013), filme francês onde ela levou o nome da personagem título, o filme é festejado até hoje pela massa indie-cult, e de lá pra cá , a jovem americana emplacou outros bons títulos como 'Mistress America' (2015) e 'Wiener -Dog' (2016), outro crème de la crème dos filmes indie. 

'Lady Bird', com roteiro também sob a alcunha de Greta, tem um 'q' de autobiográfico, já que a jovem diretora também é de Sacramento. A trajetória da menina que fazia questão de não ser conhecida pelo nome que seus pais lhe deram, é um mergulho no universo juvenil, da passagem da adolescência  para a vida adulta, das milhares de primeiras experiências e sensações que nos acompanharão por toda vida. Nos reconhecemos em cada passo dado por Lady Bird - seja pela maneira tão genuína como a relação dela com sua família é mostrada, ou ainda pelo sentimento inerente em cada episódio vivido, nas vitórias ou derrotas da nossa heroína.

A tirar pelo que já conheci da diretora, aqui, a pegada não chega a ser tão contemporânea como imaginei, mas o que chama a atenção no longa de Gerwig, a quinta mulher a ser indicada à um Oscar na categoria, é a naturalidade e a evolução da história da personagem título, - é como se estivemos vendo nossa vida  através daqueles milhares de quadros. Se há um grande mérito em amadurecer, esse com certeza é ter consciência de quem se é e ter orgulho disso. 


Super Vale Ver ! 

DIREÇÃO

  • Greta Gerwig

EQUIPE TÉCNICA

Roteiro: Greta Gerwig
Produção: Eli Bush, Evelyn O'Neill, Scott Rudin
Fotografia: Sam Levy
Trilha Sonora: Jon Brion
Estúdio: Entertainment 360, IAC Films, Scott Rudin Productions
Montador: Nick Houy
Distribuidora: Universal Pictures Brasil

ELENCO

Andy Buckley, Beanie Feldstein, Bob Stephenson, Christina Offley, Daniel Zovatto, Danielle Macdonald, Jake McDorman, John Karna, Jordan Rodrigues, Kathryn Newton, Kristen Cloke, Laura Marano, Laurie Metcalf, Lois Smith, Lucas Hedges, Odeya Rush, Saoirse Ronan, Stephen Henderson, Timothée Chalamet, Tracy Letts

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