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PiTacO do PapO! 'Sete Minutos Depois da Meia Noite' - 2017

NOTA 8.5


'A Monster Calls', que por aqui ganhou o nome de 'Sete Minutos Depois da Meia Noite' (título nacional óbvio , mas pertinente), passou pelos cinemas brasileiros sem fazer muito alarde, o que é uma pena. O filme dirigido pelo espanhol Juan Antonio Bayona (do excelente 'O Orfanato' - 2008) mistura drama e fantasia de forma tão sutil e lúdica que é impossível não se apaixonar.  


Nessa aventura conheceremos Conor (Lewis MacDougall), um garoto de 13 anos de idade, com muitos problemas na vida. Seu pai (Toby Kebbell) é muito ausente, a mãe (Felicity Jones) sofre um um câncer em fase terminal, a avó (Sigourney Weaver) é uma megera, e pra completar , ele é maltratado na escola pelos colegas. No entanto, todas as noites Conor tem o mesmo sonho, com uma gigantesca árvore (na voz de Liam Neeson) que decide contar histórias para ele, em troca de escutar as histórias do garoto. Embora as conversas com a árvore tenham consequências negativas na vida real, elas ajudam Conor a escapar das dificuldades através do mundo da fantasia.

O longa de J.A. Bayona,  brinca e dialoga com uma específica condição do cinema: a arte do sonho. O filme faz um jogo entre camadas de sonhos, fantasias e ficções para solucionar um problema real do protagonista, utilizando os aparatos do cinema para ilustrar a mente infantil de forma lúdica (usado na produção através de animação) e como essa invenção psicológica pode ser um grande benefício.   Evidentemente que isso é bastante recorrente no cinema; em 2016 mesmo pôde ser visto alguns filmes que seguiram por essa lógica, como o terror 'Sono da Morte', o thriller psicológico 'As Nove Vidas de Louis Drax', e até mesmo a fantasia mais recente de Tim Burton, 'O Lar das Crianças Peculiares'. Já 'Sete Minutos Depois da Meia-Noite' opta pelo viés do drama familiar.

Situações adversas nos ensinam a sermos fortes e crescer, e 'Sete Minutos Depois da Meia Noite' nos conta sobre amadurecimento... na marra sim, mas de maneira genuína, onde essa experiência fantasiosa ilustrada de maneira inteligente, comove o espectador sem cair no dramalhão sem fim. O menino MacDougall tem uma interpretação emocionante, que mostra essa passagem de dor que leva ao crescimento e aceitação da realidade. 

Falar a verdade e ser verdadeiro. Essa é a mensagem central, e ao assistir o filme,  você perceberá que pode até parecer, mas não se trata de um clichê barato. 





Vale Ver ! 

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