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PiTacO do PapO! 'Mr. Church' - 2016

NOTA 8.2


'Mr Church' , filme ainda sem previsão de lançamento no Brasil mas que muito provavelmente deve ir direto para o home vídeo,  é o típico caso quando a premissa se mostra muito inferior ao que a história realmente tem pra oferecer. A princípio,  o roteiro de Susan Mcmartin pode parecer tacanha, piegas e beber das fórmulas que vira e mexe pipocam por aí, mas não , o drama, que inclusive é baseado numa história real , é muito mais que isso. 


No longa, Eddie Murphy é o personagem título da produção: um talentoso cozinheiro que após a morte de um amigo, decide cumprir, à pedido do próprio antes de falecer, a promessa de cozinhar para Marie (Natascha McElhone, de Ronin), a ex-amante do falecido, e sua filha, a pequena Charlie, até que Marie venha a sucumbir ao câncer, que colocou uma estimativa de apenas seis meses de vida nas costas de Marie. No entanto, o que à princípio seria apenas uma prestação de serviços com data para terminar, acaba evoluindo para uma longa e honesta amizade entre os envolvidos.



À primeira vista você pode pensar: esse é outro daqueles dramas chorosos, com muita lágrima e pouco conteúdo. Mas não, o mais interessante do filme é que ele não tenta nos 'pegar' pelo dramalhão sem fim, e sim acaba sendo muito mais uma mensagem otimista de como ligar com a morte, as perdas da vida... e que seguir em frente depois da dor pode ser difícil, mas não impossível. 

'Mr. Church', não só merece uma atenção por ser uma produção bem realizada como também porque marca o retorno às telonas de Bruce Beresford às telonas depois do sucesso 'O Último Dançarino de Mao' (2011), além de Eddie Murphy que não dava as caras em produções de visibilidade desde 'As Mil Palavras' (2011). Murphy prova mais uma vez que pode encarar tranquilamente um papel mais dramático,  e pra dizer a verdade, mesmo com todo bom elenco (destaque para a jovem e ótima Britt Robertson), é ele quem domina todo o filme. Os olhares, ou mesmo a simples presença do ator, elevam sobremaneira o nível das cenas.

Estamos diante de uma obra encantadora, valorizada por um diretor acostumado com o tema, por um protagonista por vezes maior do que o próprio filme, e cuja mensagem de altruísmo comove e cativa o espectador. 
Uma grata surpresa eu diria!




Vale Ver !

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