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PiTacO do PapO ! 'Elis' - 2016

NOTA 8.0


Elis Regina, apelidada  no meio musical como 'a Pimentinha' , é conhecida de todos como a maior cantora que esse país chamado Brasil já teve. Talvez por isso, a cinebiografia da artista era super hiper mega aguardada, não só pelos fãs da cantora , como de todos que apreciam a Música Popular Brasileira. 'Elis', filme do diretor Hugo Prata , estrelado pela atriz Andreia Horta , foi visto pela primeira vez na mostra competitiva do Festival de Gramado esse ano e foi destaque no Festival do Rio que acontece entre os dias 06 e 16 de outubro. Na sessão em específico , o editor que vos fala, teve o prazer de estar presente e conferir a terceira exibição pública, juntamente com parte do elenco e produção, antes de sua estreia no circuito comercial no dia 24 de novembro. 


No longa, a Pimentinha é retratada a partir da chegada à cidade do Rio de Janeiro, em 1964, quando tinha 19 anos de idade. Embora já fosse popular na cidade natal, em Porto Alegre, Elis ainda era uma cantora sem expressão nacional. Foi no Rio que ela se tornou, a partir de 1965, uma das maiores cantoras do Brasil. 


O filme contempla diversas fases da vida de Elis: o início da carreira, o estouro nacional ao vencer o primeiro Festival de Música Popular Brasileira, a parceria com Jair Rodrigues, o primeiro casamento, com Ronaldo Bôscoli, o segundo casamento, com o músico César Camargo Mariano e a relação com os três filhos. A ditadura militar e o uso de álcool e drogas também aparecem, mas de forma mais amenizada. Elis morreu em 1982, com 36 anos de idade.

A tarefa de tal cinebiografia era árdua, óbvio, mas , salvo alguns pequenos 'pecados',  o obra tem sim um brilho especial. A transição de estilos - da bossa nova , para a MPB (cuja onda veio junto com a voz de Elis, sua maior representante) e mais tarde a 'ameaça' de Roberto Carlos e sua 'Jovem Guarda', são momentos interessantíssimos. Assim como o fundo histórico : em pleno golpe militar, Elis já um estouro e em plena tour pela Europa, acende a fúria dos 'milicos' com declarações negativas sobre a ditadura. Este momento em especifico era desconhecido por mim - em que ela, já com o primeiro filho,  é persuadida a cantar nas Olimpíadas do Exército para proteger a 'integridade da sua maternidade'.  Fato esse que levou a cantora ser alvo de charges do Pasquim (icônico semanário reconhecido pelo diálogo entre o cenário da contracultura da década de 1960 e por seu papel de oposição ao regime militar), e ainda por cima ser vaiada em diversos shows após o episódio. 

Mesmo com tantas boas sequências e informações,  a presença de Tom Jobim é sentida: não dá pra falar da carreira de Elis e não lembrar de 'Águas de Março' , canção composta pelo mestre e eternizada num dueto com ela. A alma, o fogo nos olhos e a personalidade irrequieta da gaúcha, tamm parece ter ficado de fora, mas ainda sim é possível sentir o bom clima criado por Prata, amparado também por coadjuvantes de primeira,  como o ator Lucinho Mauro que vive o sempre boa praça Mielle e Gustavo Machado,  que dá vida à Ronaldo scôli, primeira paixão de Elis.  Sim, a cinebiografia fica devendo em alguns pontos, mas mesmo assim , creio que entrará pra história do cinema nacional como uma linda homenagem à essa grande artista brasileira.




Vale Ver !








Nota : 

Como citado acima,  eis aí meu simplório registro na premiére do filme com a protagonista Andreia Horta, a quem claro,  tive que tietar. 

2 comentários:

  1. Com certeza um momento emocionante pra você, amigo. Compartilho sua felicidade, conheço bem esses momentos. O filme vou assistir, com certeza! O sucesso desse seu projeto está sempre em meus pensamentos. Grande beijo!

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  2. Com certeza um momento emocionante pra você, amigo. Compartilho sua felicidade, conheço bem esses momentos. O filme vou assistir, com certeza! O sucesso desse seu projeto está sempre em meus pensamentos. Grande beijo!

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